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Mercedes é uma mulher casada e com dois filhos que, aos 40 anos, tem a vida estabilizada. Um dia ela resolve, por curiosidade, procurar um analista. Aos poucos ela descobre facetas que desconhecia, tendo que contar com o marido Gustavo e a amiga Mônica para ajudá-la.Título Original: DivãGênero: ComédiaDuração: 96 min.Lançamento (Brasil): 2009Distribuição: Downtown FilmesDireção: José Alvarenga Jr.Roteiro: Marcelo SabackProdução: Walkiria Barbosa, Iafa Britz, Marcos Didonet e Vilma LustosaDireção de produção:Co-produção: Total Entertainment, Downtown Filmes, Globo Filmes, LerebyFotografia: Nonato EstrelaDesenho de Produção: Cláudio DomingosFigurino: Ellen MilletElenco :Lília Cabral (Mercedes)José Mayer (Gustavo)Alexandra Richter (Mônica)Cauã Reymond (Murilo)Reynaldo Gianecchini (Theo)Eduardo LagoPaulo GustavoJulianne TrevisolJohnny MassaroCuriosidades :Filme baseado em livro de Martha Medeiros.
Dois produtores inexperientes, “Stress” e “Relax”, que resolvem fazer uma série de desenhos animados chamada “As Aventuras de Gui & Estopa”. Por meio das tentativas e trapalhadas dos dois personagens, o público conhece de uma maneira divertida todo o processo de criação de uma animação, desde o desenvolvimento do roteiro até o lançamento do desenho nos cinemas.Ficha TécnicaTítulo Original: As Aventuras de Gui & EstopaGênero: InfantilDuração: 72min.Lançamento (Brasil): 2009Distribuição:Direção: Mariana CaltabianoRoteiro: Mariana Caltabiano, Eduardo Jardim e Bruno ChekerdimianProdução: Marcelo Castro e Mariana CatalbianoCo-produção: Mariana Caltabiano CriaçõesMúsica: Arly Cardoso, Thomas Chekerdimian Barreto e Eduardo JardimDireção de Arte: Eduardo JardimEdição:Direção de animação: Alexandre Augusto Ferreira ElencoEduardo JardimMariana CaltabianoFabiano PerezArly CardosoRicardo AidarCuriosidades :O ator Eduardo Jardim (faz as vozes de quatro personagens Stress, Relax, Estopa e Pitiburro.A atriz Mariana Caltabiano por sia vez fas cinco personagens no filme Gui, Cróquete, Fifivelinha, Róquete e Mãe de Gui.As Aventuras de Gui & Estopa" de Mariana Caltabiano, é o primeiro longa-metragem de animação realizado por uma mulher no Brasil.Criado e dirigido por Mariana Caltabiano, é o primeiro filme produzido no país com exibição prevista em todas as plataformas audiovisuais. Em 2009 o filme poderá ser visto nas salas digitais do Cinemark, no canal de tv Cartoon Network e posteriormente na internet, celular e iPod.As Aventuras de Gui & Estopa” é também a primeira animação em HD (high definition) que chega às salas de cinema digitais.A direção é de Mariana Caltabiano, autora dos livros: Jujubalândia, A Arca de Ninguém, Tampinha Tira os Óculos, VIP'S Histórias Reais de Um Mentiroso e O Mistério da Casa Hope. E criadora de programas infantis para a TV Globo, SBT e Record, como Zuzubalândia, A Turma da Garrafinha e Flora Encantada.
O Grilo Feliz segue compondo suas músicas, para alegria dos habitantes da floresta, e agora deseja gravar um CD. Porém a descoberta de fósseis de insetos gigantes faz com que ele se envolva em uma inesperada aventura, que o obriga a enfrentar um bando de perigosos louva-deuses comandados por Trambika.Ficha TécnicaTítulo Original: O Grilo Feliz e os Insetos GigantesGênero: AnimaçãoDuração: 82 min.Lançamento (Brasil): 2009Distribuição: Fox Film do BrasilDireção: Rafael Ribas, Walbercy RibasRoteiro: Walbercy RibasProdução: Juliana RibasCo-produção: Start Desenhos AnimadosMúsica: Ruriá DupratSom:Fotografia: Rafael RibasDesenho de Produção:Direção de Arte: Rafael RibasElencoJonas Melo (Montanha)Marcos Tumura (Verdugo)Júlia Duarte (Pétala)Bel Garcia (Pétala - canções)Carlos Cappeleti (Sakana)Dino Moreno (Salafra)Fátima Noya (Bituquinho)Giovanni Delgado (Sebastião)Ivo Roberto dos Santos (Sinistro)Jair Assumpção (Trambika)Krissos Michellepis (Camelô)Leonardo Patriani (Locutor)Letícia Quinto (Juliana)Luiz Amorim (Prof. Vareta)Marcello Braccesi (Caradura)Vagner Fagundes (Grilo Feliz)Marcelo Leal (Grilo Feliz - Canções)Ursula Bezerra (Moreninha)Marli Bortoletto (Bacaninha)Mílto Levy Jorge (Camelô)Renato Dobal (Kakatus)Rodrigo Andreatto (Rafael)Sarah Regina (Sapa)Marlei Santos (Sapa) Curiosidades:Walbercy e Rafael Ribas, diretores do filme, são respectivamente pai e filho. - Foi completamente animado com tecnologia 3D. - Precedido por O Grilo Feliz (2001).
Tudo se passa em abril de 1945. Os combates já cessavam na Europa, mas o Brasil ainda se encontrava tecnicamente em guerra. O embate entre o interrogador alfandegário e ex-torturador da Polícia Política de Vargas e o polonês, ex-ator que viveu os horrores da guerra mas era suspeito de ser um nazista fugitivo, se desenrola na sala de imigração do Porto do Rio de janeiro.Ficha Técnica
Título Original: Tempos de Paz Gênero: Drama Duração: Lançamento (Brasil): 2009 Distribuição: Downtown Filmes Direção: Daniel Filho Assistente de direção: Cris D'amato, \Cininha De Paula, Bruno Garotti Roteiro: Bosco Brasil Produção: Daniel Filho Direção de produção: Sylvia Ramos Produção executiva: Julio Uchôa, Claudia Bejarano Co-produção: Globo Filmes, Lereby Produções, Downtown Filmes Música: Som: Zezé d'Alice Fotografia: Tuca Moraes Desenho de Produção: Engênia Maakaroun Direção de Arte: Cristina Cirne, Marcos Flaksman, Odair Zani Figurino: Antônio Araújo, Marilia Carneiro Edição: Diana Vasconcellos Maquiagem: Rose VerçosaElenco
Tony Ramos (Segismundo) Dan Stulbach (Clausewitz) Daniel Filho (Dr. Penna) Louise Cardoso (Clarissa) Ailton Graça (Honório) Anselmo Vasconcelos (João) Leonardo Thierry (Capitão do Navio) Maria Maya (Enfermeira) Iafa Britz (Emigrante) Bernardo Jablonski (Professor Mesquita) Felipe Martins (Ratinho) Camila Lins (Criança Húngara) Pablo Sanábio (Oswaldo) Breno de Filippo (Policial 2 Imigração) Ewa Maria Parszewska (Havah) Marcos Flaksman (Padrinho) Liliane Mija (Passageira Romena) Atila Balazs Szemeredi (Passageiro Húngaro) Alexandre Bordalo (Barbosa (Motorista) Zezé d'Alice (Florinda) Carlos Henrique Case (Oficial 3) Nilvan Santos (Castilho (Diretor do Presídio) Ewa Stulbach (Senhora Ruiva) Ricardo Marecos (Policial 1 Imigração) Ion Muresanu (Senhor Romeno) Curiosidades
Com a participação de grandes nomes como Tony Ramos, Dan Stulbach, Louise Cardoso, Ailton Graça e Anselmo Vasconcelos, o longa foi inspirado na peça de repercussão nacional de Bosco Brasil, que também assina o roteiro do filme. No teatro, “Novas Diretrizes em Tempos de Paz” recebeu prêmios consagrados como Shell (Autor, Ator e Iluminação) e APAC (Associação Paulista dos Críticos de Arte - Autor e Ator). Sinopse completa:O Brasil estreita suas relações com os EUA e sofre fortes influências democráticas após o fim da 2º Guerra Mundial. Durante anos, centenas de pessoas foram presas e torturadas pelo regime de Vargas. Mas, com a pressão externa vários presos políticos ganham a liberdade. Segismundo é um ex-oficial da polícia política do governo Vargas, um ex-torturador frio. Mas, por ironia do destino o fim da Guerra é o que tira sua Paz, pois teme vingança de seus ex-prisioneiros. Hoje, ele é chefe da imigração na Alfândega do Rio de Janeiro e tem a missão de evitar a entrada de nazistas. Estrangeiros são interrogados por ele, e na menor suspeita, mandados de volta para casa. Foi exatamente o que aconteceu com o ex-ator polonês Clausewitz, confundido com um nazista e que agora, terá que usar todo o seu talento de ator para convencer que não é um seguidor de Hitler. Em tempos de paz, a única arma que resta a Clausewitz é o poder do teatro de mexer com os sentimentos das pessoas. Ou o que sobrou deles, depois da guerra.
Pedro acreditava no casamento, mas foi abandonado pela mulher, que fugiu grávida de um alemão milionário. Três meses de depressão e isolamento depois, Pedro ouve batidas na sua porta. É a mulher mais linda do mundo segurando uma xícara de chá: Amanda, sua vizinha. Pedro a convida para entrar e se apaixona por aquela mulher carinhosa, sensível, inteligente, uma amante ardente que faz faxina e gosta de futebol. Amanda só tem um único defeito: ela não existe.Ficha TécnicaTítulo Original: A Mulher InvisívelGênero: ComédiaDuração:Lançamento (Brasil): 2009Distribuição: Warner Bros.Direção: Cláudio TorresRoteiro: Cláudio TorresColaboração de Roteiro: Adriana Falcão, Cláudio Paiva e Maria Luisa MendonçaProdução executiva: Eliana Soárez, Leonardo Monteiro de Barros, Luiz Noronha e Pedro Buarque de HollandaProdução: Luiz Noronha e Eliana SoárezCo-produtor: Daniel FilhoProdução de elenco: Cibele Santa CruzDireção de produção: Cecília GrossoProdutora associada: Tatiana QuintellaCo-produção: Conspiração Filmes, Warner Bros. Pictures, Globo Filmes, Lereby e YB MusicMúsica: Luca Raele e Mauricio TagliariSom direto: Jorge SaldanhaEdição de som: Miriam Biderman, ABC e Ricardo ReisFotografia: Ralph StrelowDesenho de Produção: Cecília GrossoDireção de Arte: Denis Netto e Joana MurebFigurino: Marcelo PiesEdição: Sergio MeklerMaquiagem: Martín Macías TrujilloProdução de elenco: Cibele Santa CruzElencoSelton Mello (Pedro)Luana Piovani (Amanda)Vladimir Brichta (Carlos)Maria Manoella (Vitória)Fernanda Torres (Lúcia)Paulo Betti (Nogueira)Maria Luísa Mendonça (Marina)Lúcio Mauro (Governador)Thelmo Fernandes (Alberto)Mario Tati (Marcio)Danni Carlos (Bárbara)Karina Bacchi (Karla)Curiosidades :- É o terceiro filme dirigido por Cláudio Torres. Os anteriores foram Redentor (2004) e A Mulher do Meu Amigo (2008).- Sinopse completa:Pedro (Selton Mello) ainda acredita no conceito do casamento, enquanto que Carlos (Vladimir Brichta) não aceita a possibilidade de que um homem passe toda sua vida ao lado da mesma mulher. Os dois são colegas de trabalho em uma sala de controle de tráfego da prefeitura, onde podem bisbilhotar à vontade a vida das pessoas. Um dia Carlos fica preocupado com o amigo, devido ao estado depressivo dele ao ser abandonado por sua esposa, Marina (Maria Luísa Mendonça). O mesmo acontece com Vitória (Maria Manoella), vizinha de Pedro, que testemunha silenciosamente seu drama através de um buraco na parede. Até que subitamente alguém bate na porta de Pedro. Trata-se de Amanda (Luana Piovani), sua nova vizinha, que veio apenas lhe pedir açúcar. Com um jeito inocente e ao mesmo tempo sedutor, ela muda a vida de Pedro. Só que tem um problema: Amanda é invisível, sendo que apenas aqueles que a desejam muito consegue enxergá-la.
Numa época de talentos eternos e revolucionários, Wilson Simonal brilhou como ninguém e inovou como poucos. Juntando qualidade, carisma, simpatia, suingue, charme, sensualidade e muito talento, ele se tornou a sensação do Brasil e ainda conquistou o público internacional. De repente tudo acabou. Boatos, acusações, mistérios, patrulhas e perseguições. O que aconteceu com Wilson Simonal?Ficha TécnicaTítulo Original: Simonal – Ninguém Sabe O Duro Que DeiGênero: * DocumentárioDuração: 84min.Lançamento (Brasil): 2009Distribuição:Direção: Cláudio Manoel, Micael Langer, Calvito LealRoteiro: Claudio ManoelProdução:Produtores associados: Raul Schmidt e Roberto BerlinerCoordenadora de produção: Lorena BondarovskyProdução executivo: Manfredo Barretto, Rodrigo LetierCo-produção: Globo Filmes, TvZERO, ZoharMúsica: Berna CeppasSom: Denílson CamposSom direto: Paulo Ricardo NunesFotografia: Gustavo HabdaEdição: Pedro Duran, Karen Akerman ElencoMax de Castro (Filho e músico)Simoninha (Filho e músico)Bárbara Heliodora (Crítica teatral, Ex-patroa da mãe de Simonal)Luiz Carlos Miele (Produtor musical)Nelson Motta (Jornalista)Paulo Moura (Músico)Ricardo Cravo Albin (Pesquisador musical)Chico Anysio (Humorista)Castrinho (Humorista)Tony Tornado (Cantor e Ator)Artur da Távola (Jornalista)Sérgio Cabral (Jornalista e membro do Pasquim)Ziraldo (Cartunista e membro do Pasquim)Jaguar (Cartunista e membro do Pasquim)José Bonifácio de Oliveira (Boni) (Ex- executivo da TV Globo)Pelé (Ex-jogador de futebol)Mário Sabá (Músico e membro do Som 3)Raphael Viviani (Ex-contador da Simonal Comunicação)Sandra Cerqueira (Segunda esposa) Premiações- Menção Honrosa no 13º Festival É Tudo Verdade 2008.- Melhor Documentário – Juri Oficial e Juri Popular, I Festival Paulínia de Cinema.Curiosidades- Claudio Manoel é redator e ator da TV Globo. É integrante do grupo Casseta & Planeta, programa semanal de televisão com uma das maiores audiências no Brasil.- Micael Langer cursou Rádio e TV e já trabalhou como assistente de correspondente no The New York Times no Rio de Janeiro. Desde 2003, trabalha como produtor, roteirista, diretor e pesquisador em curtas-metragens, vídeos institucionais, filmes publicitários e DVDs.- Calvito Leal formou-se em Publicidade e Criação na Universidade Mackenzie em São Paulo no ano 2000. Depois de trabalhar por três anos como assistente de fotografia, mudou-se para o Rio de Janeiro a convite da Conspiração Filmes, onde trabalhou na composição digital de filmes publicitários. Depois, como assistente de direção freelancer trabalhou em inúmeras produções nacionais e internacionais e em mais de 350 filmes publicitários. Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei marca sua estreia na direção de filmes.- Participou do Festival do Rio 2008 (Hors Concours);- Selecionado para Festival de Cinema do Amazonas; Cine BH; Mostra de Documentários de Maceió; Festival de Aruanda; Cinemúsica; V Panorama Internacional Coisa de Cinema; V Festival de Cinema de Arte de Salvador; V Festival de Verão.- Sem patrocinio, Claudio Manoel resolveu iniciar o projeto do filme com dinheiro do própio bolso.- Foram contratados detetives para encontrar algumas pessoas chaves para o documentário, (o promotor do caso, os detetives do DOPS, o motorista do Simonal) e, por diversas razões, e o único que ele encontrou foi o contador [Raphael Viviani, a quem Simonal era acusado de mandar dar uma surra, episódio que deflagrou todo o processo de degradação de sua imagem pública].- Quando foram a casa do contador, Calvito ficou dentro da van com a câmera e Micael bater à porta, com um microfone de lapela sem fio. O argumento que convenceu o Viviani a falar foi a de que ele poderia se defender da acusação de que estaria roubando dinheiro da firma. Os diretores tiveram a impressão que não só a família do Simonal foi destruída por esse acontecimento – a do Viviani sofre muito até hoje.- O processo criminal do Simonal foi encontrado uma semana antes de ser destruído.- O longa-metragem É Simonal de Domingos de Oliveira. A grande maioria das imagens coloridas do do documentário foram retiradas deste filme. E houve surpresas como a cena do palhaço negro num programa de TV, algo sobre que ninguém tinha comentado – você nunca imaginaria que, em 1968, alguém faria um número com aquele teor racial, com aquela intensidade.- Muito material acabou ficando de fora do filme, mas deve entrar no DVD.- Lançamento em circuio em 15 de Maio de 2009.- Wilson Simonal:Em comum, havia o fato de terem começado carreira sob os auspícios do agitador Carlos Imperial e um passado de ligações com a bossa nova – de repente, quando se chega ao final dos anos 60, lá estão os dois, Wilson Simonal e Roberto Carlos, como os donos do pedaço, vendendo discos aos milhões e lotando estádios como nenhum outro artista da música brasileira. Mas se Roberto acabaria dando a semente para a formação de um movimento de rock, eminentemente branco, no país, Simonal foi o capítulo 1 de uma espécie de black music com sabor tropical. Tim Maia, Cassiano, Banda Black Rio, Sandra de Sá, Cláudio Zoli, Ed Motta, Paula Lima, todo mundo passou pela porta aberta do cantor de invejável inflexão jazzística (Sarah Vaughan que o diga!) e incomparável ginga. A série de LPs Alegria, Alegria, iniciada por Simonal em 1967, apresentou uma das criações de Imperial, a Pilantragem, que o cantor representou melhor do que ninguém. Um passo além do samba esquema novo de Jorge Ben, rumo às paradas de sucesso e às pistas quentes das boates. A dance music brazuca por excelência.Basta ouvir a gravação de “Nem Vem que Não Tem” (composição de Carlos Imperial, que até Brigitte Bardot cantou depois, em francês) para entender porque Simonal era o cara: malandragem total na inflexão meio rap dos versos, suingando no balanço do piano de Cezar Mariano (o futuro César Camargo Mariano, então líder do grupo Som Três) e de uma base de baixo, bateria, guitarra e sopros bem próxima daquela soul music de sucesso da época, de Otis Redding e Aretha Franklin. Uma combinação tão matadora (ah, e não dá para esquecer das onipresentes palminhas, dando um clima de festa sem fim) que funcionou com uma gama de composições tão ampla que era capaz de abranger a folclórica “Escravos de Jô”, o “Sá Marina” (de Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), o “País Tropical” (de Jorge Ben, à qual Simonal deu sua forma definitiva), o “Remelexo” (de Caetano Veloso) e a marchinha “Mamãe Eu Quero”. Tal era o talento e o carisma do cantor que, se quisesse, até a “Marcha Fúnebre” ele poderia tentar usar para levantar o povo no salão.Os sucessos de Simonal na fase Pilantragem vieram aos montes: “Meu Limão, Meu Limoeiro”, “Vesti Azul” (de outro artífice do gênero, Nonato Buzar), “Mamãe Passou Açúcar Ni Mim” (outra de Imperial) e “Mustang Cor de Sangue” (dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle). E para quem o acusava de só saber fazer dançar, ele podia sacar do bolso o “Tributo a Martin Luther King”, uma pungente tomada de posição na luta contra a discriminação racial, cuja composição ele próprio assinou com Ronaldo Bôscoli. Mas saber fazer dançar, divertir a massa era algo que o cantor fazia como ninguém – não por acaso, hoje em dia quando os jovens DJs jogam na pista alguma das faixas acima citadas, não tem quem fique parado. Wilson Simonal é aquele tio cheio de suingue, que recentemente ganhou até um disco de remixes, Rewind, feitos por nomes acima de qualquer suspeita, como Instituto e os DJs Hum e Patife.Mas... e se alguém vem perguntar pela bossa, pelo barquinho, pelo violão, pela sofisticação jazzística e pela música civilizada? Não tem problema: os LPs Tem Algo Mais (de estreia, em 1963) e A Nova Dimensão do Samba (1964) podem satisfazer os puristas, com muito Tom Jobim (“Inútil Paisagem”, “Samba do Avião”, “Ela é Carioca”, “Garota de Ipanema”), Menescal e Bôscoli (“Ela Vai, Ela Vem”, “Telefone”), Johnny Alf (“Rapaz de Bem”) e Baden Powell/Vinicius (“Consolação”). Todos servidos com um molho especial, cuja receita ninguém mais conseguiu reproduzir. É isso aí: os serviços prestados pelo soldado Wilson Simonal à música brasileira são grandes, agora sabemos bem – a hora, então, é de ir atrás dos seus discos e ouvir, ouvir, ouvir. E dançar.- Sinopse completa:Numa época de talentos eternos e revolucionários, Wilson Simonal brilhou como ninguém e inovou como poucos. Juntando qualidade, carisma, simpatia, suingue, charme, sensualidade e muito talento, ele se tornou a sensação do Brasil e ainda conquistou o público internacional. De repente tudo acabou. Boatos, acusações, mistérios, patrulhas e perseguições. O que aconteceu com Wilson Simonal?“Simonal (Ninguém Sabe o Duro que Dei” traça a trajetória impressionante do ex-cabo de exército, que reinou soberano e acabou condenado ao ostracismo por um delito que jurava inocência. Através de depoimentos de amigos, inimigos e, principalmente, de imagens das exuberantes performances do grande artista, o filme mostra também as respostas que nunca apareceram. Simonal era informante da ditadura? Era favorável aos militares? Ou seu maior crime foi ser negro, milionário, símbolo sexual num país e numa época em que existia muito racismo?
A busca da onda perfeita continua. Em nome desta saudável obsessão, o diretor e produtor Roberto Moura voltou a reunir as maiores feras do surfe brasileiro que encaram e esbanjam talento em ondas absolutamente assustadoras. Desta vez, a elite do surf nacional – de estreantes a veteranos – viajou pelas incríveis ondas do Peru, México, Austrália, Taiti, Chile sem esquecer pontos privilegiados do litoral Rio-São Paulo. E mais: quem associa os melhores picos ao mar aberto, certamente se surpreenderá com a beleza das ondas em plena região amazônica, mais exatamente na pororoca do rio Araguari, no Amapá – pela primeira vez exibida no cinema.Ficha TécnicaTítulo Original: Surf Adventures 2 – A Busca ContinuaGênero:Duração: 90 minLançamento (Brasil): 2009Distribuição: Universal PicturesDireção: Roberto MouraAssistente de direção: Silvio Arnaut e Carlos SanfeliceRoteiro: Pedro CezarProdução: Roberto MouraProdutores associados: Daniel Filho e Cadu RodriguesProdução executiva: Luiz SalazarProdutor associado: Daniel FilhoCo-produção: Massangana Filmes e Globo FilmesMúsica: Júlio Adler, Pedro Seiler e Sergio MeklerSom direto: George Saldanha, Yan Saldanha, Nuno Cardoso , Carlos Sanfelice, Fernando PinelFotografia: Manuel Águas e Guga Millet. Sérgio Mekler e Julio AdlerCâmera: Flávio Alexim, Carlos Sanfelice, Roberto Moura, Mick Prickett, Rick JakovichDireção de Arte: Guga Liuzzi E Gabriel JaguaribeEdição: Sergio Mekler, Júlio AdlerAssistente de edição: Silvio ArnautCoordenação de pós-produção: Veruschka BauerleAssistente de finalização: Silvio ArnautElencoHélio de La Peña (narração)Adriano de SouzaAldemir CalungaAlexandre AlmeidaAncelmo CorreiaAndy IronsBinho NunesBruno SantosCarlos BurleCezar AsprigliaClaudia GonçalvezRodrigo CoxinhaDanilo CostaDanylo GrilloEraldo GueirosErick de SouzaEveraldo PatoFábio GouveiaFlávio PadaratzGuilherme TripaItalo FerreiraJadson AndreJessé MendesJoel ParkinsonJosh KerrKai OttonKelly SlaterKiron JabourLéo NevesLuli PereiraManoa DrolletMaramaMarcelo TrekinhoMarcos SifúMick FanningMiguel PupoNoélio SobrinhoPablo PaulinoPancho SullivanPedro HenriquePedro ScoobyPhil RajzmanRaimanaRaoni MonteiroRaquel MullerRicardo dos SantosSérgio LausSilvana LimaSimão RomãoStephan FigueiredoTaj BurrowTaylor KnoxThiago BianchiniTom CurrenYuri Sodré Curiosidades- Continuação de Surf Adventures – o Filme, que em 2002 atraiu 250 mil espectadores, consagrando-se como um dos cinco documentários mais vistos do cinema brasileiro.- Hélio de La Peña foi chamado por sugestão do filho do diretor.- O texto é de Pedro Cezar, surfista, videomaker, poeta pernambucano foi um dos diretores dos longas Fábio Fabuloso (2004) e Só Dez Por Cento É Mentira (2008), sobre o surfista Fábio Gouveia.- O filme reúne 10 campeões mundiais em de diferentes categorias do esporte.- Binho Nunes, Carlos Burle, Danilo Grilo, Eraldo Gueiros, Fábio Gouveia, Flávio "Teco" Padaratz, Léo Neves, Marcelo Trekinho, Pedro Henrique, Phil Rajzman, Raoni Monteiro e Yuri Sodré participarão dos dois filmes.- Filmado com câmeras super 16mm (algumas instaladas no bico das pranchas para compartilhar com o espectador as emoções de surfar não só sobre as ondas, mas também no meio de gloriosos tubos).- Câmera Água Carlos Sanfelice, Mick Prickett, Rick Jakovich E Roberto Moura.- Um ‘modesto’ pegador de onda. É assim que o carioca Roberto Moura se define. No entanto, quando o negócio é filmar o surf, Moura mostra sua habilidade atrás das câmeras, passando a compartilhar com o surfista mais fissurado a busca pela onda perfeita. A primeira fase desta ‘onda’ começou na adolescência em cima de uma prancha, quando Roberto se revelou também um aficionado por imagens de surf, promovendo sessões especiais para curtir o esporte com os colegas. Em 1993 realizou o longa Surf Espetacular, lançado diretamente no mercado do vídeo pela Polygram. O filme foi todo rodado em 16mm e traz Kelly Slater ainda antes de ganhar o seu primeiro título. De 1995 a 2002 dirigiu cerca de 60 programas da série Sport TV, quando batalhou ferozmente pela substituição de imagens de enlatados para mostrar o que acontecia no surf Brasil afora. A determinação de fazer um filme de surf para a tela grande aconteceu em 2001, quando produziu Surf Adventures – O Filme, com direção de Artur Fontes e parceria com a Lumière e a Conspiração Filmes. O excelente resultado atraiu 250 mil espectadores – a quinta maior bilheteria para um documentário nacional – e deu ainda mais gás para Roberto continuar a busca pela onda perfeita. O resultado é Surf Adventures 2 – A Busca Continua, no qual Roberto Moura acumula as funções de produtor e diretor.- As Filmagens começaram no final de 2005 no Peru e terminaram no litoral Rio-São Paulo, entre Saquarema e Maresias, em novembro de 2007.- Foram feitas filmagens pela primeira vez para o cinema as ondas da pororoca no Amapá.- O filme tambem teve filmagens no México, Chile, Austrália e Taiti. Foram feitas três viagens ao Taiti até dar onda. Foram dez dias no México debaixo de chuva, sem ligar a câmera, mas apenas nos últimos três dias foram feitas filmagens. A viagem ao Chile durante um campeonato foi rápida, durou menos de uma semana. Já para o Amapá foi longa e, além disso, o barco capotou. Por sorte, a câmera principal estava no helicóptero. No Peru, contamos com a ajuda da Internet: verificaram a vinda de um super swell. Ao todo, foram três meses e 20 dias nas locações e registraram cerca de 85 horas de material bruto, pelo menos 20 horas a mais que no primeiro filme.- Uma das câmeras foi desenvolvida por Fernando Pinel. Essa câmera capta o ponto de vista do surfista. Ela mostra a onda como se fosse a ponta do pé, mas era preciso um surfista que agüentasse a câmera na prancha. E quem segurou essa onda foi o Phil Rajzman, campeão mundial de long board em 2007. O maior waterman brasileiro. Em comparação o primeiro filme, conseguimos uma imersão maior que leva o espectador para dentro da água.- Sérgio Mekler e Julio Adler criaram uma super-trilha com a Produção Musical de Pedro Seiler – são 27 músicas, de Jorge Mautner a Bob Marley e Santana. Há bandas novas, como a Pata de Elefante, formada por um trio gaúcho, além de clássicos de Los Hermanos, Erasmo Carlos, Moraes Moreira, Novos baianos, Bonde do Role, Funkadelic e The Ex. Músicas que tem ligação com o universo do surf ou, pelo menos, com o clima do surf.